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Estricnina

C21H22N2O2


Estricnina

A estricnina é um alcalóide cristalino muito tóxico, pertence ao grupo das aminas. Foi muito usado como pesticida, pricipalmente para matar ratos. Porém, devido a sua alta toxicidade, não só em ratos, mas em vários animais (incluindo o homem), seu uso é proibido em muitos países. É praticamente insolúvel em água e pouco solúvel em solventes orgânicos. Estudos mostram que a DL50 oral em ratos varia entre 2,2 e 5,8mg/kg em fêmeas e entre 6,4 e 14mg/kg em machos. A DL50 cutânea é de mais de 2.000mg/kg.

A fonte mais comum dessa substância é de sementes de árvores da espécie Nux vomica, nativa do Sri Lanka, Austrália e Índia. A estricnina é também uma das substâncias mais amargas que existem. Seu sabor é perceptível em concentrações da ordem de 1ppm

Não existe evidência de que a exposição crônica a estricnina produza câncer, mutações, alterações reprodutivas ou anomalias no crescimento. Porém, seus efeitos em curto prazo são graves. Pode haver convulsões iniciais violentas, mas frequentemente os primeiros sintomas são ansiedade, tremor, movimentos bruscos, reflexos exagerados, rigidez de músculos da perna e do rosto e vômitos. Entre 10 e 20 minutos após a ingestão, os músculos do corpo começam a ter espasmos, iniciando com a cabeça e o pescoço. Os espasmos então se alastram para todos os músculos do corpo, com convulsões quase continuas, que pioram com o menor dos estímulos. A morte ocorre por asfixia causada pela paralisia do sistema de controle da respiração do sistema nervoso central, ou por exaustão devido as convulsões.


Estricnina

Pequenas doses de estricnina eram utilizadas como laxante ou para tratamento de outros problemas estomacais. Esse tipo de tratamento foi abandonado com o advento de alternativas mais seguras.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Estricnina

http://www.antidoto-portugal.org/portal/PT/27/default.aspx