Menu
Atrazina


C8H14ClN5

Essa molécula é um herbicida da família das s-triazinas na qual se incluem os compostos que apresentam na sua estrutura química um anel aromático, constituído por três átomos de carbono e três átomos de azoto em posições alternadas. Os herbicidas da família das s-triazinas subdividem-se em três grupos: clorotriazinas, metiltiotriazinas e metoxitriazinas. Esta classificação é feita de acordo com o grupo substituinte da posição 2 do anel que poderá ser um cloro (Cl) (clorotriazinas), um grupo SCH3 (metiltiotriazinas) ou OCH3 (metoxitriazinas) (1).


Atrazina

Na molécula da atrazina o grupo substituinte é um Cl, o que leva à inclusão deste herbicida no grupo das clorotriazinas. Atua por inibição da fotossíntese. As plantas sensíveis à atrazina sofrem de clorose (amarelecimento das folhas) a qual conduz à necrose dos tecidos. Usado em plantações de milho, cana-de-açúcar e sorgo para o controlo de ervas daninhas (1)

É um composto de síntese química, registado em 1958 pela empresa CIBA-GEIGY. O seu uso intensivo e mobilidade nos solos têm contribuído para que este seja um dos pesticidas mais frequentemente detectados em águas de superfície e subterrâneas na Europa e nos Estados Unidos. É classificado como um agente tóxico, um desregulador hormonal e um agente carcinogênico da classe C, na qual estão incluídos compostos potencialmente cancerígenos para o homem (1).

A atrazina é um composto regulamentado desde os anos 90, tem limites máximos para a sua detecção em águas de consumo, 3 µg/l nos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency, USEPA) e 0,1 µg/l na União Europeia (1)

Estudo publicado em 2010 pela Proceedings of the National Academy of Sciences revelaram que este composto pode mudar o sexo de rãs. A pesquisa recebeu questionamentos da indústria química Syngenta, uma grande produtora deste defensivo (2).

O herbicida atrazina é classificado como moderadamente tóxico (classe III) no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA recebendo autorização de uso nas culturas agrícolas do abacaxi, cana-de-açúcar, milho, pinus, seringueira, sisal e sorgo (3).

Fonte:

(1) Biradar, D.P. e Rayburn, A.L., Chromosomal damage induced by herbicide contamination at concentrations observed in public water supplies, J. Environ. Qual. 24, 1222-1225, 1995.
Disponível em: http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=377
acessado em 06/11/2012.

(2) O Globo. Exposição a pesticida muda sexo de rãs, diz estudo. Disponível em: http://oglobo.globo.com/ciencia/exposicao-pesticida-muda-sexo-de-ras-diz-estudo-3046683
acessado em 06/11/2012.

(3) Atrazina e a saúde humana.
Disponível em: http://emdefesadacomida.blogspot.com.br/2010/05/atrazina-e-saude-humana.html
acessado em 06/11/2012.

Molécula: http://pt.wikipedia.org/wiki/Atrazina
acessado em 06/11/2012