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Retinol - C20H30O

Essa molécula apresenta a função álcool e é mais conhecida como Vitamina A. Pertencente ao grupo das vitaminas lipossolúveis, podendo ser encontrada no tecido animal sob a forma de retinóides ou como pró-vitamina em tecidos vegetais, sob a forma de carotenoide. É indispensável para a nossa saúde e é especialmente abundante em alimentos como damascos, brócolis, melão, cenoura, couve, fígado, pêssego  manga, pimentão vermelho, espinafre e batata doce.

Figura 1. Fontes de Vitamina A

Os carotenoides são uma família de compostos abundantemente encontrados na natureza, sendo os responsáveis pela cor da maioria dos frutos e vegetais que comemos todos os dias, a qual pode variar desde o amarelo até o vermelho vivo. Dos mais de 600 carotenoides conhecidos, aproximadamente 50 são precursores da vitamina A. Para que um carotenoide possua atividade de pró-vitamina A ele precisar ter pelo menos um anel de ciclo-hexinil ligado a uma cadeia de isoprenos, correspondente a uma molécula de retinol.


Essa vitamina possui diversas funções, mas a principal está relacionada com a visão. Participa do desenvolvimento dos ossos, possui ação protetora na pele e mucosa, possui função essencial na capacidade funcional dos órgãos do trato reprodutivo, participa do fortalecimento do sistema imunitário, está relacionada com o desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial, contribui para o desenvolvimento normal dos dentes, para a conservação do esmalte dentário e para a manutenção do bom estado do cabelo.


Em casos de deficiência desta vitamina (hipovitaminose A), podem ocorrer diversas alterações no organismo do indivíduo, como: xeroftalmia: é um dos problemas oculares que ocorre devido à deficiência do retinol, sendo que a cegueira noturna, onde o indivíduo não consegue enxergar com maior precisão em locais pouco iluminados, é uma das mais frequentes; hemeralopia: é visão noturna deficiente, que é distinta da cegueira noturna, pois causa ressecamento ocular, aumentando o atrito entre as pálpebras e os olhos, resultando em ulcerações no epitélio ocular; sensibilidade à luz (fotofobia); redução do olfato e do paladar; ressecamento e infecção na pele e mucosas, denominada xerodermia; estresse;
Já na situação inversa, quando o consumo do retinol é exagerado, ocorre uma intoxicação por esta vitamina, denominada de hipervitaminose A, surgindo sintomas como: pele seca, áspera e descamativa; fissuras labiais; ceratose folicular; dores nos ossos e articulações; cefaléia; tonturas; náuseas; câimbras; queda dos fios de cabelo; lesões no fígado; redução do crescimento do indivíduo; falta de apetite; cansaço e irritabilidade.
Fonte:


Figura 1
http://www.infoescola.com/bioquimica/vitamina-a/ acessado em 02/02/2016.
Imagem Molécula
SACRAMENTO, E. F.; SILVA, B. B. Vitaminas e minerais. In: SILVA, P. Farmacologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan S.A., 2006, [S.v.], cap.93, p. 913-920. 

RUSSELL, R. M.; SUTER, P. M. Deficiência e excesso de vitaminas e oligominerais. In: FAUCI, A. S. Harrison: medicina interna. 17. ed. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill, 2009, v. 1, cap.71, p.441-448.