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Fluoreto de Disprósio - DyF3

Essa substância é um sal formado a partir do elemento disprósio, que é um metal de transição interna, pertence à família dos lantanídeos (terras raras). O nome é derivado do grego dysprositos, que significa difícil de atingir, pois é pouco reativo e apresenta estabilidade quando em contato com o oxigênio do ar em temperatura ambiente. É atacado lentamente por ácidos diluídos e/ou concentrados formando sais liberando hidrogênio e energia até a completa dissolução do metal.
O metal é obtido com maior grau de pureza a partir da redução do fluoreto de disprósio (DyF3) com cálcio metálico (método de Spedding), segundo a reação:



O metal puro é branco prateado maleável extremamente mole podendo ser facilmente cortado com uma faca pelo simples ato de pressioná-la sobre o metal. Foi descoberto no ano de 1886 pelo cientista francês Boisbaldran, porém só foi isolado em forma pura em 1950 pela Speeding & Associados.


Figura 1. Disprósio Metálico com 99,9% de pureza.

Ocorre em minerais como xenotima, fergusonite, gadolinita, policrase, euxenite e blomstrandine, porém como a maioria das terras raras ocorre na maioria das vezes na monazita e bastnasita.
Em função do alto ponto de fusão e inércia química, o disprósio é utilizado na metalurgia de aços inoxidáveis especiais para fabricação de revestimentos de barras de controle para reatores nucleares, e na fabricação de equipamentos resistentes a altas temperaturas.

Tem aplicação também na fabricação dos ímãs de neodímio, aumentando seu poder magnético.

Fonte:
Imagem molécula
http://www.lookchem.com/cas-100/10025-74-8.html acessado em 30/09/2015
Reação Química
http://www.infoescola.com/elementos-quimicos/disprosio/ acessado em 30/09/2015
Imagem Metal
http://www.quimlab.com.br/guiadoselementos/disprosio.htm acessado em 30/09/2015
Jones, Loretta; Atkins, Peter. Princípios de Química - Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente - 3 ª Ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.