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Psilocibina - C12H17N2O4P


 

Essa molécula tem a nomenclatura química de éster fosfato 3-[2-(Dimetilamino)etil]indol-4-ol di-hidrogênio, sendo ainda encontrada com a nomenclatura de O-fosforil-4-hidroxi-N,N-dimetil-triptamina. Produz efeitos como alucinações e distúrbios sensoriais, sendo encontrada em determinadas espécies de cogumelos como o Psilocybe cubensis. Utilizada desde os tempos ancestrais em rituais religiosos, tendo relatos de mais de 3000 anos.



Figura 1. Cogumelos da espécie Psilocybe cubensis.

É um alcaloide com estrutura parecida com a da serotonina, sendo uma indolamina (aminas biogênicas). Elas contêm um anel indólico (demonstrado em vermelho na figura 2), que é simplesmente um anel benzênico fundido a um anel de 5 membros contendo nitrogênio. A serotonina é um neurotransmissor que exerce considerada influência sobre o ato de despertar, a percepção sensorial, emoção e importantes funções cognitivas.



Figura 2. Estruturas semelhantes da psilocibina, psilocina e a serotonina.

 

Vem sendo estudada desde a década de 1960 em aplicações médicas, especialmente em condições psiquiátricas como a esquizofrenia e transtornos de personalidade. Estudos já comprovaram seus efeitos positivos no tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (T.O.C), além da enxaqueca crônica, conseguindo atenuar a dor. Atualmente, pesquisas mostram seu potencial efeito benéfico no alívio da ansiedade de pacientes em terapia antitumoral, conseguindo melhorar o ânimo abalado desses indivíduos.

No Brasil, a Psilocibina e a Psilocina são substâncias controladas, de acordo com a portaria Portaria n.º 344, de 12 de maio de 1998.


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Fontes:
Imagem Molécula
https://pt.wikipedia.org/wiki/Psilocibina acessado em 17/04/2017.
Figura 1:
http://www.livescience.com/48704-odd-facts-about-magic-mushrooms.html acessado em 17/04/2017.
Figura 2:
http://qnint.sbq.org.br/qni/popup_visualizarMolecula.php?id=D4bi1bi19_mS4pGa5UJwVl6121lwhbwkMAxShjDRzYsyhjOnG3xW3o4cQI-9KpKtEpfjpyRv3Iap5JgkU_o3dQ acessado em 17/04/2017.
Texto:
http://www.infoescola.com/farmacologia/psilocibina/ acessado em 17/04/2017.