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Putrescina²

C4H12N2

Os nomes dessa amina e da sua companheira Cadaverina, que dela difere pela adição de um grupo -CH2- à cadeia, falam por si mesmos. Não é preciso dizer mais nada para descrever o seu odor ou para indicar que sua origem é a carne apodrecida. Entretanto, elas contribuem para o cheiro de animais vivos e são praticamente responsáveis pelo do sêmen. Ambas se juntam ao odor da urina e estão presentes no mau hálito (ar exalado que às vezes apanha compostos voláteis do sangue nos pulmões).


Putrescina

A putrescina é um sólido venenoso, e a cadaverina, um líquido venenoso, xaroposo; ambas têm odores muito desagradáveis. Poucos imaginam, mas os mortos são capazes de se tornar perigosos poluentes. É que o processo de decomposição de um corpo, que ao todo leva em média dois anos e meio, dá origem a um líquido chamado necrochorume, com a coloração acinzentada que com a chuva pode atingir as águas subterrâneas. O necrochorume é formado por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas altamente tóxicas: a putrescina e a cadaverina. Um meio ideal para a proliferação de substâncias responsáveis pela transmissão de doenças infecto-cotagiosas, entre elas a hepatite e a poliomielite.

Este composto é eliminado durante o primeiro ano após o sepultamento. O cadáver de um adulto, pesando em média 70 quilos, produz cerca de 30 litros desse necrochorume. O geólogo e professor da Universidade São Judas Tadeu, de São Paulo, Lezíro Marques Silva, que há quase 30 anos dedica-se a pesquisas sobre o tema, verificou a situação em 600 cemitérios do País e constatou que cerca de 75% deles poluem o meio ambiente. Ora por não tomarem o devido cuidado com o sepultamento dos cadáveres, ora pela localização em terrenos inapropriados. Ele aponta, por exemplo, o limite de dois metros acima do lençol freático para o sepultamento de um morto.

Fonte:

http://www.geofiscal.eng.br/cemiterios.html