Menu
Vanilina

C8H8O3

Conhecida popularmente por Baunilha, foi a primeira essência obtida artificialmente, em 1876. A vanilina pode ser encontrada naturalmente em algumas espécies de orquídeas, como Vanilla planifólia ou ser produzida artificialmente, como é a forma mais conhecida e economicamente viável. A Vanilla planifolia, possui raízes grossas, que se apóiam em troncos para o seu desenvolvimento. As folhas são ovais e lanceoladas, de pecíolo curto e apresentam sulcos de sentido vertical de coloração verde mais escuro. Possuem flores de coloração verde amarelada, e os frutos, que é a própria “fava” da baunilha, é alongado, medindo cerca de 20 a 25 cm de comprimento.


Vanilina

A porção usada para dar sabor ou aroma aos alimentos e aos perfumes é o grão de vagem da planta. Quando estão verdes, esses grãos não têm graça nenhuma: não possuem cheiro nem gosto. As características apreciadas aparecem devido à ação de enzimas liberadas durante o processo de secagem. A baunilha é natural da América Central, mas se difundiu pela Europa e América de Norte. Comenta-se que os espanhóis levaram quase todos os tesouros dos Astecas, menos um, a baunilha. Esta era usada pelos Astecas para aromatizar uma bebida sagrada, que nada mais era que o chocolate. Os espanhóis tentaram levar a baunilha para ser cultivada na Espanha, mas por falta de insetos polarizadores não ocorria a formação das favas. Somente em 1836, quando o botânico Charles Morren conseguiu a polinização artificial, é que a baunilha se difundiu. Hoje a ilha de Madagascar é responsável por cerca de 90% da produção mundial, que é calculada em cerca de 1.200 toneladas por ano. A principal função orgânica presente na baunilha é aldeído.