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Como Funciona a TV Digital

Sabe as imagens duplas e os chiados que volta e meia aparecem na tela dos televisores que não estão conectados a redes de transmissão a cabo? Estamos falando dos televisores que captam o sinal das emissoras pelo ar por uma antena que fica em cima da TV ou do telhado, sabe? Pois, dentro de alguns anos, essas interferências serão apenas lembranças do passado. O Brasil está entrando na era da TV digital. Em dezembro de 2007, as primeiras transmissões nesse novo formato foram feitas em São Paulo; em junho de 2008, foi a vez do Rio de Janeiro; e a expectativa é que todo o país tenha acesso a essa nova tecnologia em até dez anos. Mas qual a diferença entre a TV digital e a TV, digamos, tradicional ou analógica, para usar o termo técnico?


Na TV analógica, somente sons e imagens são carregados por ondas eletromagnéticas. Na TV digital, não apenas sons e imagens são transmitidos dessa maneira, mas, também, outros dados, como textos e material multimídia. Além disso, na TV digital, sons, imagens e dados são transmitidos na forma de bits, isto é, são escritos em uma seqüência de zeros e uns, uma linguagem facilmente entendida pelos computadores. E não é à toa que isso acontece!

Dentro dos aparelhos de TV digital existe um computador, que é um aliado no processamento de toda essa informação recebida. Esse equipamento recebe os bits e os transforma em imagens, sons, material multimídia, textos, enfim, uma infinidade de informações, que são exibidos na tela, totalmente livre de chiados ou fantasmas. Não há a possibilidade de isso acontecer porque, na TV digital, ou os bits chegam ou não chegam: não há chances de eles serem recebidos com problemas e, assim, afetarem a qualidade da imagem e dos sons exibidos.

A TV digital surgiu na Europa e nos Estados Unidos na década de 1990. No Japão, as transmissões começaram em 2000 e o Brasil é o primeiro país da América do Sul a ter essa tecnologia. O mais legal, porém, é saber que o sistema de TV digital que está sendo utilizado em nosso país foi parcialmente desenvolvido aqui. Ou seja, mais do que trazer de fora uma tecnologia, nós criamos parte dela no Brasil.

Fonte:

http://cienciahoje.uol.com.br/125807