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Você sabe por que soluça ou espirra? E como parar o soluço? Por que é que seu pé às vezes dorme, o cotovelo leva choque ou os seus dedos estalam?

Mesmo que nunca tenha tido dúvidas como essas, é sempre bom lembrar como o seu corpo reage diante de estímulos e quais são os recados do nosso organismo. Reações físicas corriqueiras revelam a complexidade do funcionamento do corpo humano. Algumas das perguntas mais comuns explicam por que alguns “truques” usados desde o tempo de nossos avós funcionam. E, o mais curioso, muito bem!

Por que soluçamos?

Os antigos brincavam com as crianças, num jogo de rimas: “Está com soluço? Deite de bruços!” O soluço é uma contração involuntária e espasmódica do músculo diafragma, que produz o início do movimento de inspiração e que é detido, subitamente, pelo fechamento da glote – abertura, em forma de pequena língua, existente na laringe, entre as bordas livres das cordas vocais inferiores. O resultado dessas alterações físicas é o soluço que produz um ruído característico. Os casos mais comuns de soluço se originam de situações como: comer em excesso ou rapidamente, ingestão de álcool, estado de agitação e stress. E não é lenda a história de que o susto pode curar o soluço. Isso porque o susto provoca a liberação de adrenalina, revertendo o processo. Outra solução é segurar um pouco a respiração e beber água gelada, que provoca o mesmo efeito. O soluço aparece também no choro, no pranto por inspiração ruidosa. Mas pode haver outras causas: gravidez, distúrbios intestinais, irritação da vesícula, hepatite e muitos outros motivos. Em geral, além do desconforto, não acusa males maiores, mas quando a freqüência aumenta, recomenda-se procurar orientação médica para se determinar a causa do soluço.

O pé adormeceu!

Isso acontece porque há compressão na irrigação sangüínea -ao cruzar as pernas, por exemplo – interrompendo o tráfego de impulsos nervosos. Ao restabelecer o fluxo, acontece uma espécie de curto-circuito nos impulsos elétricos das ramificações nervosas, surgindo o formigamento, que é a sensação de sucessivas e leves picadinhas, que aparecem no membro dormente. Esta sensação desaparece com o movimento muscular e o restabelecimento do fluxo sangüínea.

Por que sentimos uma espécie de “choque” quando batemos o cotovelo no canto de uma mesa?

A reação é causada pela compressão de um nervo bastante sensível chamado ulnar ou cubital. No cotovelo, este nervo se localiza na superfície, logo abaixo da pele, ficando suscetível a pancadas e produzindo sensação de choque e, às vezes, de dor. Como é responsável pela inervação dos dedos mínimo e anular, a sensação de choque espalha-se desde o cotovelo até esses dois dedos.

Por que as juntas dos dedos estalam?

Ao esticar os dedos e alongar as juntas, elas se separam e o líquido sinovial -lubrificante da articulação responsável por diminuir o atrito- desloca-se, formando um vácuo e produzido o som de estalo. Ao contrário do que afirma a crença popular, os cientistas asseguram que isso está longe de provocar doenças, como a artrite. A sensação de bem-estar que algumas pessoas descrevem após o estalo é meramente emocional e não física.

O que causa o espirro?

O espirro faz parte de um mecanismo de defesa do organismo, um modo que o corpo tem de se livrar de sujeirinhas ou bactérias que irritam a mucosa nasal ou os pulmões -penugem, poeira, pólen, pêlos de animais e outras substâncias- empurrando com toda a força um jato de ar pelo nariz e pela boca, levando consigo tudo o que está em seu caminho. O ar é expelido com muita velocidade, algo em torno de 100 a 150 km/h, o suficiente para lançar poeira, detritos e bactérias para fora do corpo, em tese, o objetivo do espirro. Algumas pessoas tentam espirrar de boca fechada ou ainda impedir o espirro, bloqueando o nariz, para evitar fazer barulho, mas isso não é recomendável, vez que o ar ricocheteia pelas cavidades nasais e paranasais em busca de uma saída e a pressão pode ser transmitida para o canal auditivo, atingindo o ouvido e causando danos ao tímpano.

Por que é que bocejamos?

O bocejo nada mais é que um fenômeno respiratório modificado em que, estando a boca aberta, apresenta-se inspiração lenta e profunda e a língua retrai e retrocede, sendo que, na expiração, a mandíbula se eleva, particularmente no final do bocejo. O intuito do bocejo é espantar o sono ou até evitar e limitar a vontade de dormir já que na inspiração profunda o organismo capta maior quantidade de oxigênio. O único mistério é o fator epidêmico do bocejo — ninguém sabe por que é que as pessoas bocejam, em efeito cascata ou espelho, quando vêem outras a bocejar.

Suspiro

Este sinal constitui-se em respiração entrecortada, mais ou menos demorada, profunda e às vezes acompanhada de expiração sonora, produzida por desgosto, por incômodo físico, o que resulta na exteriorização de um gemido, de um lamento, refletindo a saudade, a ansiedade, o desejo.

Abra a boca e feche os olhos!

Se alguém, divertidamente, nos oferece uma bala ou um docinho, dizendo para abrir a boca e fechar os olhos, não demora a percebemos a forma da guloseima: se quadrada, redonda, furada, larga ou estreita. Isto porque, na parte superior da língua, as papilas são as únicas que não captam gosto nenhum. Elas são responsáveis apenas pela sensação de tato e de temperatura. São elas que dizem que um sorvete é frio e úmido ou que um bolo é fofo. Essas papilas formam um tapete sensorial que forra a língua inteira. Um fato curioso é a esterognosia, propriedade que tem a língua, de nos fornecer um dado interessante, ou seja, a pessoa é capaz de identificar a forma e o tamanho do objeto. Em seguida, só é necessária a função do informante: a deformação sofrida pela língua para envolver a bala é informada ao cérebro, que interpreta a forma do objeto.

Por que as pálpebras tremem involuntariamente?

A tremedeira descontrolada das pálpebras é resultado de uma falha na transmissão dos impulsos nervosos, que chegam aos músculos ao redor dos olhos. Os especialistas afirmam que tal sintoma está quase sempre relacionado a stress, fadiga ou insônia – e desaparece sozinho. Em raros casos, o tremor freqüente das pálpebras pode sinalizar algo mais sério, como a esclerose múltipla ou a presença de um tumor.

Referências
Profª. Drª. Maria Cristina Ferreira de Camargo – Odontopediatra
Dr. Roberto Mariani - Cirurgião Bucomaxilofacial
Dr. João Luiz Ferreira de Camargo França - Ortodontista
http://odontologika.uol.com.br/solucoespirro.htm